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A FISSURA, MOMENTO DE ATENÇÃO

por

Llysanias Pinho

A  fissura ( craving ) é um estado em que o dependente químico  enfrenta quando aparece uma vontade incontrolável em beber/usar drogas.

Assim como o que faz regime em comer doces. O jogador compulsivo em jogar. O fumante em fumar. O fanático atuar.

É sim como um fanatismo.

Poxa estamos falando sobre ‘’ obsessão e compulsão’’.

E quando há um tratamento sério, onde o dependente respeita e assume seus compromissos consigo mesmo, com a vida, com as pessoas e com a sociedade; este tratamento pode contribuir como referências comportamentais principalmente -  para outras pessoas que buscam essa ajuda.

E entender a fissura para quem não é dependente químico; deve ter como base os exemplos citados acima e chegar as suas conclusões através de sua vivência. Ou então parar de querer entender, pois não se explica.O que para muitos é de ordem espiritual.

Vamos fazer a reflexão hoje sobre a ótica neurológica. Mas por favor, não esperem explicações, respostas ou até mesmo opiniões, pois seria pretensão demasiada querer falar a respeito de um assunto tão fascinante.

Bendito seja o cérebro. Jamais o Homem conseguirá ser Deus por essa ‘’obra prima’’.

Ninguém pensa igual. E a complexidade desse órgão é tão grande que ainda está longe de probabilidades, distante de teorias e o conhecimento humano fica aquém de entendimentos.

Conter um momento de fissura do uso de ‘’crack ‘’ por exemplo, é quase inexistente  em determinados casos. É muito importante sabermos quais são esses casos; e de que forma alguns têm conseguido lidar por algum momento. Há bastante entendimento sobre os que não têm conseguido manter-se abstêmio.

Posso afirmar que; é grande o número de evasão das clínicas de tratamentos.

Quando ‘’bate a fissura’’ muitos não permanecem e saem desesperados para poder consumir mais drogas/beber.

Para quem não conseguir compreender esse processo; principalmente membros das famílias de dependentes químicos; o julgamento será a melhor forma de pensar.

Logo em seguida virá a punição e,  logo após a  autopunição.

E assim não conseguimos passar de algo que não tem limites.

Por mais que tentemos.

A cada dia vemos mais e mais uso de drogas ocorrendo. A  céu aberto.

A polícia com dificuldades para executar suas tarefas.

 O consumo desenfreado e as dificuldades para tratamento de determinados usos ou em conjunto, têm sido material relevante para nossos estudos.

Cada depoimento traz maior clareza sobre a problemática específica do uso de crack.

Como cuidar dessas pessoas?

A base muitos de nós sabemos:  ela tem que querer!

Através de que motivação?

Que raciocínio se espera de quem está sob efeito, faz uso ou já fez inclusive se existe dificuldades de entendimento?

Esta droga causa paranóia! Desconfiança! Delírio!

E tem matado uns e outros que poderiam e podem sair desta situação.

Dentro do conhecimento geral da dependência química; o crack requer atenção prioritária devido à degradação que envolve um ser humano. Seja ele quem for.

E pensar que podemos especificar outros usos como outro exemplo a maconha.

Engana-se aquele que pensa: ‘’maconha não tem problema’’.

E como o consumo de crack,  repete-se todos os dias.

E existe um culto social na contramão;   em favor de seu consumo.

E etecetera.

Pensemos…

Pensemos mais…

Pensemos mais um pouco.

E busquemos compreender e atuar dentro de algumas lógicas inclusive.

A fissura de uma determinada droga é difícil de ser contida.

É necessário compreendermos cada fase que ocorre em cada indivíduo. O que torna o trabalho ainda mais difícil.

Um determinado sintoma ou explicação para o uso pode ser neurológico.

Em outros casos psicológicos.

Em outros psiquiátricos. Podem ainda denominar como espirituais.

E também Psicanalíticos.

Entre  outros entendimentos e conhecimentos.

Mas as drogas se inovam em velocidade desproporcional aos seus tratamentos; e perde a proporção do seu crescimento;  fazendo – nos  entender que concorrência nessas horas é o que menos precisamos.

Ao contrário; costumo dizer que tem lugar para trabalho.

Infelizmente muita gente está usando drogas. Outros ‘’apenas’’ experimentando.

Existem vários momentos de tensão quando um indivíduo não quer; mas através da manifestação do seu desespero pela vontade em querer ir para o uso; muitas vezes passa horas, dias, meses pensando e  vai… . e consome mais drogas.

E depois mais.

Mais e mais.

E se arrepende.

Mais estudos têm sido desenvolvidos através de pesquisas possibilitando cada dia um número maior de intervenção deste desejo incontrolável.

Este controle possa ser obtido pelo sujeito que busca tratamento e o faz com responsabilidade e autonomia própria.

Contar com as pessoas faz parte desta autonomia pois; quando for preciso  recorrer ao necessário pedido de ajuda.

Ato que muitos dependentes químicos relatam não ‘’saberem fazer’’.

A fissura contém determinados componentes já sabemos.

 Mas de que forma eles atuam, depende de cada indivíduo.

Talvez a neurologia possa ajudar em muitos casos os dependentes químicos nos momentos da fissura; através de orientações médicas específicas.

O uso de drogas é como um copo com água. Pingada uma gota de óleo, tinta ou qualquer outra substância; não retorna ao seu estado normal ou de origem.

Uma vez usada a droga, em alguns casos e;  dependendo de determinadas propriedades de cada substância consumida, talvez não se retorne ao seu estado mental normal, muitas vezes deixando seqüelas irreversíveis, inclusive levando a morte em casos de primeira experiência

Seja por coma, embriaguez, acidentes de percurso…

Mas tenhamos paciência.

Continuemos trabalhando. Todos nós.

Muitos grupos de pessoas têm-se estabelecido dentro da sociedade e, anônimos ou não; vem contribuindo para um crescimento social surpreendente.

Vamos em frente.

A fissura é como ir ao shopping sem dinheiro, é mostrar o bombom para a criança e essa não poder comer, é como ser casado e não poder ter sexo, é como ter sexo e não poder gozar…

Enfim é isso!

 

 

 

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